Quem nunca
Amou como se fosse a última chance
Chorou como se fosse a última lágrima
Dançou como se fosse a última música
Cantou como se fosse a única voz
Pulou como se fosse um precipício
Voou como se pássaro fosse
Se entregou como se fosse a revolução
Acordou como se fosse um sonho bom
Caminhou como se fosse o destino
Ignorou como se não fosse um espinho
Quem nunca suspirou como se fosse a vida
Assoprou como se curasse a ferida
Levantou como se fosse um tropeço
Terminou quando era só o começo
Imaginou ser o herói do romance
Percebeu que era só figurante...
... de onde vim e por onde andei, aceita o que te dou. Um muito e tudo é nada, algo além do que restou.
domingo, 4 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Água
Que alvoroço
Que bagunça
Tanta água tanta água
E eu querendo água querendo água
De sede vou morrer
Quanto alvoroço, quanta bagunça
Olha quanta água, quanta água!
Na minha tudo abunda
E a água
Seca.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Blogagem coletiva!
Até quando as mulheres serão tidas como mera ferramenta para a satisfação do desejo de homens sem escrupulos?
Até quando iremos permitir que a culpa pelo estupro seja da mulher? Não pode usar saia? Não pode olhar?
Até quando vamos permitir que nos ofertem como mercadoria? Até quando permitiremos que montem piadas sobre situações extremamente sofridas em que não temos chance de defesa?
Porque ser mulher é sentir desejos. É se entregar sem amarras, se permitir amar, sofrer, chorar.
Mas é, acima de tudo, lutar, porque na nossa história nada veio fácil. Se temos que conquistar, que seja na raça. Se temos que ser, que seja luz.
http://blogueirasfeministas.com/2012/02/chamada-blogagem-coletiva-repudio-estupro-presente/
Até quando iremos permitir que a culpa pelo estupro seja da mulher? Não pode usar saia? Não pode olhar?
Até quando vamos permitir que nos ofertem como mercadoria? Até quando permitiremos que montem piadas sobre situações extremamente sofridas em que não temos chance de defesa?
Porque ser mulher é sentir desejos. É se entregar sem amarras, se permitir amar, sofrer, chorar.
Mas é, acima de tudo, lutar, porque na nossa história nada veio fácil. Se temos que conquistar, que seja na raça. Se temos que ser, que seja luz.
http://blogueirasfeministas.com/2012/02/chamada-blogagem-coletiva-repudio-estupro-presente/
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Morfina
Me leve Morfeu, mas para o mundo dos sonhos. Sussurra doçuras em meu ouvido. Me leva para os sonhos doces e suaves, delicados, cheios de vida.
Me leve Morfeu para a terra dos poemas sem fim.
Me leve. Basta dizer. Eu digo sim.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Mainha
Tua luz, meu guia
Meu amor, minha alegria
Teu sorriso, a mais bela sinfonia
Te amo mãe querida
Para toda minha vida.
hahahahahaha agora eu dei uma de Kiko - mamãe querida!
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Crespo
Adoro seu cabelo, menina negra.
Você dança, ele embola em minha cabeça
Mais parece, mais parece uma sereia
Despenteia, despenteia, despenteia...
Você tem gingado de uma deusa
Teu cabelo tua pele tua cor
Não se perca, nao se esqueça minha nega
Despenteia, despenteia, despenteia...
Adoro seu cabelo, menina negra
Ele é bom, mais parece uma sereia
Se alguém pensar dizer que não
Despenteia se revela minha nega...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Pinheirinho.
Aquela rosa nem desabrochou
De branca em vermelho deflorou
E chorou lágrimas ardidas
Sua morte lamentou.
Pisada como um nada
Ignorada, violentada
No escuro
Na calada da madrugada.
Tinha sonhos, tinha sol
Tintas, papel, um rouxinol
Uma linda voz a entoar
Canções para amar.
Dedinhos finos delicados
Faria os mais doces bocados
Talvez tivesse um teclado
Talvez um namorado.
Mas ia ser uma rosa
Luxemburgo ou Clarinha
Fosse o que fosse
Seria uma rima.
E o vermelho se espalhou
Tingiu o céu de preto
Quem ficou chorou
Sob seu manto negro.
Que não nos esqueçamos das vítimas desse holocausto social.
De branca em vermelho deflorou
E chorou lágrimas ardidas
Sua morte lamentou.
Pisada como um nada
Ignorada, violentada
No escuro
Na calada da madrugada.
Tinha sonhos, tinha sol
Tintas, papel, um rouxinol
Uma linda voz a entoar
Canções para amar.
Dedinhos finos delicados
Faria os mais doces bocados
Talvez tivesse um teclado
Talvez um namorado.
Mas ia ser uma rosa
Luxemburgo ou Clarinha
Fosse o que fosse
Seria uma rima.
E o vermelho se espalhou
Tingiu o céu de preto
Quem ficou chorou
Sob seu manto negro.
Que não nos esqueçamos das vítimas desse holocausto social.
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