E hoje vertes o sangue dos
inocentes, mastigando as tripas das crianças, saboreando as lagrimas dos anciãos,
sorrindo de forma sincera e rubra.
Nas tuas vestes, puro ouro, galopas
em corcéis imponentes, trazes ao pescoço os mais raros diamantes.
Vocifera ódio, dilapida esperanças
como quem quebra cascas de ovos.
Fácil. Mantém-se no poder pela promessa falsa da felicidade. Os
torrões de açúcar no topo da montanha.
Expõe em nossa face a futilidade de
tuas conquistas como se justo fora o que te ocorreu. Matas bezerros e crias dragões.
Milhares morrem e continuarão morrendo
para manter a injustiça.
E a noiva vem, exalando a volúpia de
todos os amores que não puderam acontecer.
Banhada no sangue dos que não souberam
amar, carregando as cabeças dos amores pueris.
E o espetáculo do mundo se abre, não
com uma cortina, mas com um por do sol que não mais se extinguirá.
A noite derradeira, a noite da qual não
mais acordaremos.
O hoje, o agora e o depois, quando acabarmos
de matar nossa parca esperança, somente porque desistimos de lutar, inebriados
pelo espetáculo sórdido da morte de todos nós.
A musica nos inspira, mesmo quando mórbido.
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