Quero escrever a épica história do impossível
Da construção inquebrável
elos perenes e uma pequena gota que
Dança elegante
Entre pequenos dedos
Quero escrever que no céu azul
Encontrei abrigo e dei acolhimento
Que nada dali saiu mas nada ficou
Tanto amor tanto amor
Uma fantasia idílica
Em que força maior não há
Devaneios constantes
Vívidos
Cheios de esperança
Quero escrever a épica história do possível
Do cotidiano simples
Da paixão pela vida.
... de onde vim e por onde andei, aceita o que te dou. Um muito e tudo é nada, algo além do que restou.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
sábado, 27 de junho de 2020
4
Por quatro dias
Em quatro cantos
Nada foi adiado. Tudo foi permitido.
O beijo foi dado
O medo acomodado
Em quatro cantos de quatro dias o querer foi liberado, a boca pediu carícias,
Em quatro dias insônia
Por quatro se não forem décadas
Quatro vezes dez
Dez mil vezes mais
Nada foi adiado
Na quarentena
O sentimento foi liberado.
Em quatro cantos
Nada foi adiado. Tudo foi permitido.
O beijo foi dado
O medo acomodado
Em quatro cantos de quatro dias o querer foi liberado, a boca pediu carícias,
Em quatro dias insônia
Por quatro se não forem décadas
Quatro vezes dez
Dez mil vezes mais
Nada foi adiado
Na quarentena
O sentimento foi liberado.
sábado, 30 de setembro de 2017
das coisas que acalentam a alma
a envolvem em ternura e força
[que levantam o espírito]
mãos envolvidas
sonhos do amanhã
lutas a travar
histórias
das coisas que nascem sóis no peito
rasgam a essência e recosturam
nos fios emaranhados do destino
nas incertezas que se valem de delírios
quereres não queridos
saudades invencíveis
das coisas todas
na vontade invisível
do que nos constrói
das coisas que acalentam a alma
a missão de viver.
a envolvem em ternura e força
[que levantam o espírito]
mãos envolvidas
sonhos do amanhã
lutas a travar
histórias
das coisas que nascem sóis no peito
rasgam a essência e recosturam
nos fios emaranhados do destino
nas incertezas que se valem de delírios
quereres não queridos
saudades invencíveis
das coisas todas
na vontade invisível
do que nos constrói
das coisas que acalentam a alma
a missão de viver.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
20.13
a questão se resume a quão platônicos conseguimos ser, quão otimistas e quão solitários nessa selva de vida e pressa que engole os segundos sem piedade.
talvez se resuma a quantas vezes olhamos para nossos relógios pendurados em nossos peitos dilacerados pelo nada que vemos.
certamente é por conta do café, da vontade e do medo que nos cerca.
quem sabe os orgasmos soltos no ar, sem verdade, ou aqueles contidos nos suspiros perdidos.
ou até mesmo pensemos que seja em razão das dúvidas do universo, da astrofísica e da astrologia, que me garante um ascendente e pede descendente.
está lá na vontade solta, no amor crescente, na luz bruxuleante de uma vela que no sussurro apaga.
talvez se resuma a quantas vezes olhamos para nossos relógios pendurados em nossos peitos dilacerados pelo nada que vemos.
certamente é por conta do café, da vontade e do medo que nos cerca.
quem sabe os orgasmos soltos no ar, sem verdade, ou aqueles contidos nos suspiros perdidos.
ou até mesmo pensemos que seja em razão das dúvidas do universo, da astrofísica e da astrologia, que me garante um ascendente e pede descendente.
está lá na vontade solta, no amor crescente, na luz bruxuleante de uma vela que no sussurro apaga.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
zero-um
A gente cansa sabe. Cansa de ver injustiça, de sofrer, de chorar.
Último dia de agosto. Hora de criar novas lembranças, sabores, amores, nova vida.
por
que
não
um
ano novo?
Viajar, sentir no rosto o vento enquanto cavalga (faz tanto tempo que não corro uma baliza!), provar alfajor numa praça em Buenos Aires ou uma paçoca na Sé.
Levantar a cabeça e olhar pra frente, seguir firme porque tem tanta vida pra viver, tantas lutas nessa guerra que é o universo dentro do peito.
EU VOLTEI!
Decidida a não ter paciência com os que oprimem e não aceitar a infelicidade.
Nem a escuridão de noites e dias vazios na solidão do meu quarto vai me impedir de acreditar que dias melhores virão.
Último dia de agosto. Hora de criar novas lembranças, sabores, amores, nova vida.
por
que
não
um
ano novo?
Viajar, sentir no rosto o vento enquanto cavalga (faz tanto tempo que não corro uma baliza!), provar alfajor numa praça em Buenos Aires ou uma paçoca na Sé.
Levantar a cabeça e olhar pra frente, seguir firme porque tem tanta vida pra viver, tantas lutas nessa guerra que é o universo dentro do peito.
EU VOLTEI!
Decidida a não ter paciência com os que oprimem e não aceitar a infelicidade.
Nem a escuridão de noites e dias vazios na solidão do meu quarto vai me impedir de acreditar que dias melhores virão.
31.08.2017
as gotas caiam indiferentes sobre sua face. não tinha ou esqueceu o guarda chuva, teve sonhos estranhos, lidava com o vazio tumultuado do peito e caminhava pra mais um dia de luta.
levou os dedos ao muro e deslizou sobre ele como se jogasse numa onda de pedras irregulares.
segurou o choro, deu bom dia, iniciou mais uma luta por amor próprio contra a guerra da indiferença que torna relacionamentos líquidos.
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